segunda-feira, 18 de julho de 2011

A cruz da Teologia da Prosperidade

Moçada, re-assistindo ao filme O Corpo achei a cruz que é pregada pela Teologia da Prosperidade, confere aí:



Com essa, fica fácil né não?

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Achou algo legal, engraçado e quer ajudar na seção Misericredo? envie email para misericredo@bibotalk.com.

Abraço!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Livros não envelhecem

Livros são maravilhosos porque nunca envelhecem. Um livro editado em 1480 é novo pra quem não leu. É incrível quando eu pego em minha estante, aquele livro que comprei há anos e o tiro de lá para conferir suas páginas. Geralmente faço isso com aqueles que só li alguns capítulos. Semana passada tirei da prateleira O Caminho do Coração do pastor Ricardo Barbosa de Souza, editado pela Encontro.

Fiquei deliciado com as proposições e citações que ele faz, fui ricamente saciado por um livro que comprei em 2004, li o primeiro capítulo e larguei, porque tive que atender outras demandas (provavelmente assistir algum filme ou seriado). Das muitas colocações do autor, quero hoje destacar essa:

Logo após o seu batismo, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Depois de quarenta dias e quarenta noites de jejum, num momento de extremo cansaço físico, emocional e espiritual, aproxima-se Satanás e lhe diz: “ Se és Filho de Deus...” Vale notar que a primeira tentação que Jesus enfrentou não foi a de transformar as pedras em pães num momento em que se encontrava faminto e fraco, mas a de colocar em dúvida a voz que viera do céu dizendo: “Este é meu Filho amado”. Não era o poder de Cristo que estava sendo questionado, mas sua filiação, sua relação com o Pai, a voz que do céu havia dito que aquele era o Filho amado de Deus. O esforço de Satanás era para quebrar o vínculo, a amizade, a submissão, a comunhão. Desde o princípio esta tem sido sua tarefa. Ele não está tão preocupado com a missão quanto com a relação. Essa é a sua estratégia. Uma vez quebrada a relação do amor e da dependência, o resto fica fácil. Pág. 145.

Lendo esse trecho, entendi melhor a passagem em que Jesus privará do paraíso muitos que disseram ter trabalhado pra Ele, feito coisas extraordinárias em seu nome, mas que no fundo, não tiveram relacionamento com o Pai.

Entendo que Deus não quer a gente trabalhe pra Ele, mas com Ele! E que na verdade, no grande dia, penso que Ele não irá perguntar o quanto trabalhamos em prol de seu reino, mas o quanto o amamos e aceitamos o seu amor.(Manning?)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BiboTalkCast #009 Não Matarás

Muito bem moçada vamos a mais um episódio da Série As Tábuas da Lei aqui no BiboTalk. Nesse episódio eu e o Mac (siga nosso mano no twitter @Mac_Mau) exploramos o Sexto Mandamento – Não Matarás.

Nesse episódio entenda o que o Não Matarás significou para um povo que vivia em guerra. Entre nos corredores da morte e prepare-se para a guerra, ou não!


Se não quiser baixar, ouça abaixo:
 

Links prometidos ao longo do podcast:

Primeiro Episódio da Série As Tábuas da Lei, baixe aqui!
Dica de Filme: A Vida de David Gale 
Texto sobre a Trindade que pode ajudá-lo a entender melhor o BiboTalkCast Sobre Atanásio, segundo episódio da Série GIGANTES - Sobre a Trindade



Críticas, cutucadas, elogios, incentivos podcast@bibotalk.com

Divulgue nosso trabalho, passe adiante esse podcast cheio de conteúdo!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Religiões Entre Fundamentalismo E Democracia

Por Fernando Albano
A religião ocupa-se basicamente com a relação com o “sagrado”, o “transcendental, o “encantado”.[1] Este repercutiu em quase todas as organizações sociais e culturais e teve um papel fundamental para que os seres humanos se situassem no mundo, garantindo sua sobrevivência e desenvolvendo sua cultura.
Até mesmo as questões políticas eram influenciadas decisivamente pela religião, uma vez que a classe sacerdotal sempre teve grande influência sobre os reis e suseranos dos povos. Mas após o surgimento do Estado por influência dos pensadores iluministas e depois da célebre Revolução Francesa a religião fica relegada à esfera mais intimista, de modo a perder poder no que diz respeito à esfera política da vida. Enfim, o Estado distingue-se da religião no século XVII e entra num processo de secularização; surge a democracia no século XX que entre outras coisas significa: que todos podem participar de discursos; todos podem questionar qualquer afirmação; todos podem introduzir qualquer afirmação no discurso e todos podem manifestar suas pretensões, desejos e necessidades.
Contudo, a liberdade democrática e o mundo desencantado pela modernidade parecem assustar o ser humano e este se refugia nas religiões, sobretudo de caráter fundamentalista, que lhe protegem da angústia da escolha e decisões pessoais. Bauman escreveu: “[...] a racionalidade fundamentalista coloca a segurança e a certeza em primeiro lugar e condena tudo o que solapa essa certeza _ antes e acima de tudo, as extravagâncias da liberdade individual”.[2]
            O vocábulo “fundamentalismo” convém ressaltar procede dos Estados Unidos e data da segunda década no século XX; é oriundo da iniciativa de teólogos protestantes que em 1910 lançaram “The Fundamentals” para protegerem sua religião da modernidade.[3] Desde então, o termo tem sido utilizado de modo amplo, para se referir à fenômenos religiosos que, como bem destacou Rubem Alves, atribuem um “caráter último às suas próprias crenças”.[4] Convém considerar ainda que, o conceito de “razão metonímica” de Boaventura Santos aplica-se muito bem à postura do fundamentalismo frente à realidade.  Santos escreveu: “A razão metonímica é obcecada pela ideia da totalidade sob a forma da ordem. Não há compreensão nem acção que não seja referida a um todo e o todo tem absoluta primazia sobre cada uma das partes que o compõe”.[5]
O fundamentalismo obtém êxito por livrar a pessoa da necessidade de escolher entre as possíveis alternativas de entendimento do Sagrado e da realidade. Isto é, ela já possui a verdade e, por conseguinte não precisa mais examinar ou estar aberta a novas aprendizagens e possibilidades, deste modo, sente-se segura num mundo marcado pelas mudanças e inseguranças da pós-modernidade.[6]
 Assim, esta estabelecida a ameaça aos princípios democráticos, priorizando-se o autoritarismo, o dogmatismo e visão estreita da realidade.  Como detentores da verdade as religiões fundamentalistas comumente “demonizam” o outro que possui uma concepção diferente de realidade e de Transcendente. R. Alves bem observou:
O mais importante não é o que o fundamentalista diz mas como ele diz. É a atitude dogmática e autoritária com respeito ao seu sistema de pensamento, e inversamente a atitude de intolerância e inquisitorial ante qualquer tipo de “herege” ou “revisionista” que o caracteriza.[7]

 Deste modo, o autoritarismo é uma das principais características do fundamentalismo, resultando muitas vezes em estados totalitários como se pode observar em alguns países islâmicos. Outros exemplos notáveis podem ser verificados em alguns estados americanos que proibiram o ensino da teoria da evolução nas escolas, adotando unicamente o criacismo; assim como, a retórica político-religiosa de governos dos Estados Unidos. [8]
            Na América Latina e no Brasil igualmente são inúmeros os exemplos de fundamentalismos, sendo facilmente identificáveis nas fileiras protestantes que comumente fazem uma leitura da Bíblia de modo literal e, desprezam os modos de leituras de outras confissões cristãs. Bobsin observa que as religiões fundamentadas em livros sagrados como o judaísmo, cristianismo e islamismo são “solos férteis” para fundamentalismos.[9]
O fundamentalismo é exclusivista e contrário ao diálogo com o diferente. Assim, tal postura choca-se aos princípios democráticos, uma vez que não respeita as diferenças e não vê a pluralidade de interpretações do Sagrado e da realidade como diferenças de caráter complementar e não necessariamente autoexcludentes. Diante desta realidade vale recordar as palavras de Buber:
Quando, seguindo nosso caminho, encontramos um homem que, seguindo o seu caminho, vem ao nosso encontro, temos conhecimento somente da nossa parte do caminho, e não da sua, pois esta nós vivenciamos somente no encontro[10].

Por conseguinte, parece ser necessário para o fundamentalismo o reconhecimento do caráter humano da religião e de seu discurso sobre o Sagrado. É recomendável uma abertura à sua vulnerabilidade e incompletude como discurso, e o reconhecimento da autonomia de outros saberes religiosos e científicos que também visam compreender a realidade humana.[11]
            As religiões entre o fundamentalismo e a democracia têm como tarefa preservar o sagrado neste mundo secularizado, individualista, escravo do mercado, enfim pós-moderno. Diante deste quadro, o fundamentalismo parece engrossar suas fileiras a cada dia, enfraquecendo deste modo os ideais democráticos. Deste modo, percebe-se o grande desafio para as religiões, a saber: respeitar os ideais democráticos que promovem o humano; realizar a desconstrução de definições reducionistas da realidade e a reconstrução de novas maneiras de ver o mundo, sem fundamentalismos e autoritarismos.


[1] BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, [s.n.d.], p. 206.
[2] BAUMAN, [s.n.d.], p. 229.
[3] OBSIN, Oneide. Correntes religiosas e globalização. 2. ed. CEBI: São Leopoldo: PPL: Curitibanos: IEPG: São Leopoldo, 2006. p. 121.
[4] ALVES, Rubem. O enigma da religião. 6. ed. Campinas: Papirus, 2007. p. 11.
[5] SANTOS, Boaventura de Souza. A gramática do tempo: para uma nova cultura política. São Paulo: Cortez, 2006 (Coleção para um novo senso comum), v. 4, p. 97.
[6] Cf. BAUMAN, [s.n.d.], p. 228.
[7] ALVES, 2007. p. 11.
[8] BOBSIN, 2006. p. 116.
[9] BOBSIN, 2006. p. 107.
[10] BUBER, Martin. Eu e tu. 2. ed. São Paulo: Moraes, s. d.
[11] Cf. SANTOS, 2006, p.107.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

BiboTalkCast #008 O Israel de Deus

Muito bem moçada mais um podcast no ar, cada vez mais descontraído e teológico, isso mesmo, teológico. Aprenda teologia sem rodeios e não seja um crente medíocre.

Nesse episódio @Bibotalk e @Mac_Mau falam sobre o Israel de Deus: e ae, Deus tem dois povos? Dois planos de salvação? Os judeus são os queridinhos de Javé? Venha com a gente e compartilhe nossas dúvidas e certezas.
E por favor, nos ajude a renomear o podcast, pq BiboTalkCast não dá mais hehe...

Não quer baixar? Ouça no player abaixo
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Críticas e elogios: podcast@bibotalk.com

Links falados no podcast

Textos do Blog do MAC
Quer saber mais visite o A-Milenismo


Livros que indicamos

terça-feira, 14 de junho de 2011

Azusa Revista de Estudos Pentecostais

Foi lançada em Outubro de 2010 a Azusa Revista de Estudos Pentecostais e agora seu conteúdo está disponível na internet.

 A publicação é semestral e expõe os trabalhos acadêmicos de alunos, professores e convidados. Tem como objetivo a reflexão teológica e o diálogo interdisciplinar a partir da perspectiva pentecostal.
“A revista é voltada para o público acadêmico e profissional, e tem como objetivo promover o conhecimento da teologia pentecostal, o diálogo com a sociedade, incentivar e viabilizar novas produções acadêmicas nas áreas de teologia e pentecostalismo.” Diz o coordenador do conselho editorial Prof. Ms. Fernando Albano.

A revista pode ser acessada na íntegra no site do CEEDUC http://www.ceeduc.org/. ou clique na imagem abaixo:


quinta-feira, 9 de junho de 2011

O publicano que virou discípulo

A vocação de Mateus[1] é a que mais me impressiona. Como os demais discípulos, ele também se levantou e seguiu, porém, diferente dos demais, Mateus não poderia voltar atrás se Jesus fosse mais um lunático se proclamando o Messias. Abandonar a coletoria era quebrar a ponte atrás de si e confiar plenamente naquele que o chamava.

Todos os discípulos eram pecadores no momento da convocação,[2] porém, eram israelitas em quem “não havia dolo” (Jo 1.47). Mateus não, era publicano, que na cultura da época era sinônimo de ladrão, assassino, saqueador, assaltante etc, os publicanos eram pessoas das quais se afirmava: “São amaldiçoadas!” (Jo 7.49). Se tornar publicano era conscientemente escolher:
• viver separado de Deus, do povo, da pátria;
• cometer consciente e continuamente pecados graves contra Deus, o povo e a pátria;
• suportar o desprezo de todas as pessoas decentes;
• ser castigado eternamente no inferno, segundo a concepção judaica.

Com esse currículo, o que Mateus poderia fazer se Jesus fosse uma farsa? Com certeza não seria aceito no antigo emprego e dificilmente pelo povo que antes extorquia. Viveria separado de Deus, do povo e da pátria e sem nenhum denário[3] no bolso.

Por isso vejo no chamado de Mateus uma beleza que não vejo na vocação dos demais, afinal, quando Jesus morreu na cruz, eles voltaram pra suas antigas ocupações, dando sinais de incredulidade. O que Mateus fez não se sabe, talvez ficou contabilizando seus recursos e calculando quanto tempo conseguiria se sustentar sem mendigar.

Jesus não impressiona só os fariseus ao chamar um publicano para seu círculo íntimo de amigos, provavelmente, os próprios discípulos ficaram escandalizados, Schlatter diz:
É provável que também em Cafarnaum os publicanos de lá tinham de taxar os peixes que eram trazidos à cidade. Desse modo Mateus, antes de ser coletor, já deve ter sido conhecido dos pescadores que acompanhavam Jesus. Aceitar um publicano no círculo dos doze causou permanentemente um forte escândalo entre os judeus, nos quais vigorava uma intensa aversão aos publicanos, circunstância da qual Mateus esteve sempre consciente.[4]
Mas é isso que Cristo faz, nos chama e nos capacita além de nós e além daquilo que os outros pensam de nós. Quando chamou Mateus para sua obra, não se importou com o status de publicano ou com o seu passado, nem fez uma entrevista ou um teste seletivo, simplesmente disse: Segue-me!

Penso que hoje não é diferente, Cristo continua chamando para sua obra pessoas de moral duvidosa e continua tendo prazer em participar de banquetes com miseráveis pecadores, porque pra Ele...,
não importa o que vem antes do Segue-me!

Leia o chamado de Mateus (Mt 9.9-13; Mc 2.13-17; Lc 5.27-32).[5]

Por Rodrigo Bibo de Aquino
@bibotalk



[1] As informações técnicas foram extraídas do comentário bíblico Esperança, na minha opinião, o melhor em língua portuguesa. RIENECKER, F. Evangelho de Mateus: comentário bíblico esperança. Curitiba: Esperança, 1994.
[2] E continuaram sendo até a morte, mas depois do chamado, se tornaram pecadores lavados pelo sangue do cordeiro.
[3] Moeda romana.
[4] SCHLATTER In: RIENECKER, F. Evangelho de Mateus: comentário bíblico esperança. Curitiba: Esperança, 1994. p. 98. (versão digital)
[5] A imagem foi retirada do site http://www.cantodapaz.com.br/images/vocacao_mateus.jpg

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Falando de Metanóia!

A palavra Metanóia significa: mudança de mente, dar meia volta, arrependimento. Falar de Metanóia é falar de Deus, pois Ele é o promotor da mudança, é seu Espírito que conduz o ser humano ao verdadeiro arrependimento.
Penso que muitas pessoas ainda não descobriram a profundidade dessa palavra, ou melhor, do significado dela em suas vidas. Muitos jovens tem desanimado na caminhada cristã, e dos muitos motivos que vejo, cito aqui apenas dois:
O primeiro é porque não encontram realização na fé cristã. Servir a Jesus não satisfaz sem os atrativos do mundo gospel. O que quero dizer é que esses jovens vivem de evento em evento, de retiro em retiro, não acham interessante um simples comungar de comunhão com louvores e o compartilhar da Palavra, tem que ter o “algo a mais”, o retiro, o evento. Não sou contra essas coisas, pelo contrário, acredito na eficácia desses meios, contudo, não só de retiro e eventos viverá o jovem, mas da simplicidade do culto de um sábado chuvoso, onde a reunião acontece para cultuá-Lo e ouví-Lo, sem show, sem luzes, sem “estrelas”. John Stott em seu livro Por que Sou Cristão afirma: “Acredito na fé cristã não porque ela é atrativa, mas porque é verdadeira”.
O segundo motivo do desânimo é o fato do jovem tentar se auto-justificar. Desanima quando tenta se santificar com suas próprias forças, tentando agradar a Deus a partir de si mesmo. Então ele corre, se esforça, luta, esperneia, mas percebe que nada mudou. E não mudará. Até pode gerar algum efeito, uma falsa sensação de genuína espiritualidade, mas logo vê que nada que parte dele mesmo pode ser genuíno. É por isso que o desânimo toma conta, pois cobrou de si algo que não pode dar: justificação!
O que vejo são jovens que até tem o linguajar de uma pessoa transformada, mesmo porque hoje em dia, na era da superficialidade, qualquer um poder ser uma “bênção”, basta saber como falar a gíria gospel ou saber como ser melancólico na hora da oração e adoração, usando frases prontas que ouviu num CD. Essa casca engana a homens, mas jamais enganará a Ele (Hb 4.12).
Então qual é a saída? A resposta é uma vida sincera e honesta. Uma vida onde a fé e a esperança estejam Nele, onde não se precisa de outra coisa a não ser a presença dEle. É saber que eu não posso fazer nada para me salvar, que nada que vem de mim é bom o suficiente para agradá-Lo. Quando eu vivo essa realidade sincera, eu busco a Deus, eu O adoro simplesmente porque preciso Dele, e pra isso, não preciso de convite especial, só preciso fechar os olhos. Eu passo a me mover Nele e a santidade torna-se uma consequência Dele em mim.
Metanóia não é minha atitude para com Ele, mas a atitude Dele para comigo. Simplesmente aceite isso e o fardo ficará mais leve, acredite, fardo leve é fundamental quando se trilha o caminho estreito.

Forte abraço!
@bibotalk

Dúvidas, críticas, convites, etc. contato@bibotalk.com

imagem retirada do site http://girldiary.tumblr.com/page/25

sexta-feira, 3 de junho de 2011

A INDIFERENÇA

As coisas Inúteis que a humanidade insiste em NÃO abandonar -
A INDIFERENÇA

Já nos alertou o poeta Mário Quintana: “A indiferença é a maneira mais polida de desprezar alguém.”

Abaixo, algumas notas soltas sobre a INDIFERENÇA.[1]

A indiferença é interesseira. Seletiva. Ela me rodeia de pessoas interessantes. Interessantes talvez não seja a palavra, mas quem sabe úteis se encaixa melhor. Faz meu olhar altivo enxergar só quem me é útil e de alguma forma me trás algum benéfico.

A indiferença é a mãe do descaso. Consigo dar de ombros as situações a minha volta e ignorar pessoas com muita facilidade. Ser indiferente é ser antipático!

A cura para a indiferença é a empatia/simpatia. Quando falo em empatia, tenho que me lembrar do ato mais simpático da história da humanidade: A Encarnação.
“Graças a Deus que nós temos um Deus que se fez fraco. O Deus Todo-Poderoso se humilhou, se fez gente de carne e de osso para estar ao nosso lado. Ele é ‘simpático’ (sym-pathos) com as nossas fraquesas. Simpatia significa que o Senhor sofre junto, que Ele compartilha dos sofrimentos humanos, não estando alheio a estes sofrimentos. Deus sofre conosco.”[2]
O mundo deve abandonar a Indiferença, porque ela não condiz com o status daquele que foi fruto da simpatia divina. Aprendemos com Deus a nos envolver com as pessoas, com a criação e termos uma existência relevante para outro.
É a partir desse arquétipo que o cristão age, ou deveria agir. A Bíblia diz: “Nisto conhecemos o amor, em que  Cristo deu a sua vida por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos!” 1Jo 3.16.

ps - para ler mais textos dessa série de coisas inúteis que devíamos abandonar, confira a hastag #AsCoisasInuteis e o twitter dos @crentassos.


[1] Escrever algumas notas soltas é o mesmo que dizer: não tive tempo de organizar as ideias.
[2] WESTPHAL, Euler R. Brincando no paraíso perdido: as estruturas religiosas da ciência. São Bento do Sul: União Cristã, 2006. p. 94.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Atanásio contra o mundo!

Muito bem moçada, mais uma vez Bibo e Mac se reúnem para trazer até vocês um podcast com muito conteúdo!
Nesse podcast entenda que falar da Trindade sempre foi um assunto complicado. Saiba quem foi Ário e porque ele foi condenado. Entre no Concilia de Nicéia e descubra o poder de uma heresia e aprenda com Atanásio que a verdade bíblica vale mais que um cargo de destaque. Isso e muito mais no segundo episódio da série GIGANTES!


Para ouvir clique no player abaixo
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Nota: Em 39m17s onde se fala Ário cortou a mão dele, é na verdade Atanásio cortou a mão dele.

Comentado no podcast.

Primeiro episódio da série GIGANTES, clique aqui!

Credo Niceno-Constantinopolitano
“Cremos em um só Deus, Pai onipotente, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis; e em um só Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, gerado pelo Pai, unigênito, isto é, da substância (ex tes ousías tou patrós) do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado não feito, de uma só substância com o Pai (homoousion to patrí) pelo qual foram feitas todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra; o qual por nós seres humanos e por nossa salvação desceu, foi feito carne do ES e da virgem Maria, e tornou-se humano, e foi crucificado por nós sob o poder de Pôncio Pilatos, e padeceu e foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia conforme as Escrituras, e subiu aos céus e assentou-se à direita do Pai e de novo há de vir com glória para julgar os vivos e os mortos, e seu reino não terá fim; e no Espírito Santo, Senhor e Vivificador, que procede do Pai, que com o pai e o Filho conjuntamente é adorado e glorificado, que falou através dos profetas; e na Igreja una, santa, católica e apostólica; confessamos um só batismo para remissão dos pecados. Esperemos a ressurreição dos mortos e a vida do século vindouro”.

Credo de Atanásio (que na verdade não foi formulado por ele, mas a partir de suas ideias)

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