terça-feira, 23 de março de 2010

CQC Nas Igrejas

Geralmente, se estou em frente a uma TV, é porque estou vendo filmes. Como disse a minha mãe, se eu não tivesse que trabalhar, passaria o dia inteiro vendo filmes. Não é bem assim. quase... Mas não é somente filmes que me levam para frente da telinha, o programa CQC na Band também. Não curto tudo no programa, mas os segmentos Controle de Qualidade (que não sei se teve esse ano ainda) e o Proteste Já, são fenomenais. O primeiro revela o quão nossos representantes são ignorantes (nem todos, existem exceções) e não ligam a mínima para o povo, o que eles querem mesmo é garantir o deles (e o da família é claro). Esse quadro no programa tem me politizado. Nunca gostei muito desses assuntos políticos, mas depois desse segmento, tenho prestado um pouco mais de atenção em Brasília. Penso no poder do meu voto.

Já o Proteste Já para mim é profético, isso mesmo, leste certo, profético. Enquanto nos especializamos em coisas inúteis, eles agem diretamente em prol de uma comunidade. Para mim não interessa as motivações deles, o que importa é que eles denunciam, lutam por justiça, melhores condições de vida, etc. Deveria existir um Proteste Já em cada cidade, em cada igreja.

Falando em igreja. Muita “trambiqueira” acontece nas igrejas porque os membros não fiscalizam o que é feito com o dinheiro das arrecadações de ofertas e dízimos. Creio que quem contribui com a igreja tem o direito desta prestação de contas. Se muito pastor por aí se folga com o bem material da igreja, é porque ela permite isso. Pensamos: “Ah, ele é um homem de Deus, eu confio nele”. Fiscalizar as finanças de uma igreja não é questão de confiar ou não confiar no pastor, mas de exercer um direito que lhe pertence. Não é pecado!

As igrejas pentecostais nesse sentido deveriam imitar o modelo congregacional. Os membros deveriam acordar para a realidade de que pastores ficam um tempo na comunidade e saem. Já eles, ficam quase a vida inteira. Por isso, a congregação deve estar por dentro de tudo que acontece com o dinheiro da igreja, os bens, os projetos missionários, etc, pois pertencem a ela e não ao pastor. O pastor está ali para servir a comunidade e fazer o que é melhor para ela, e não o contrário, como acontece muitas vezes...

Em nossas igrejas deveriam existir um departamento chamado Controle de Qualidade, para fiscalizar a qualidade de nossos representantes sagrados e um Proteste Já, onde atenderíamos as necessidades locais. Onde a igreja não seria mero encontro de pessoas num domingo a noite, mas um local de amparo aos necessitados. Igreja que luta por melhorias em seu bairro, tanto na infraestrutura como na saúde. Isso é ser relevante.

Ano passado eu teci alguns comentários acerca da Marcha para Jesus (leia aqui < >) e um dos organizadores me disse que não ficariam somente na marcha, mas que estavam se mobilizando para algo concreto na sociedade joinvillense. Como eu disse em outro texto, se isso acontecer, pode contar comigo, caso contrário... Bem, ainda estou esperando... até agora só ouvi falar do lançamento de um DVD. Fato é que eu posso estar desinformado, então se alguém tem alguma novidade sobre a marcha do ano passado, por favor, deixe um comentário. Ou se alguém tem um testemunho para contar, eis aqui seu espaço!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Foi Apenas um Sonho...

Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 2008)

O filme do diretor Sam Mendes (Beleza Americana, 1999) é um bom drama. Nele acompanhamos a vida conjunta de Frank (Leonardo DiCaprio) e sua esposa April (Kate Winslet) desde o seu primeiro encontro até morarem na rua Revolutionary Road do título original, subúrbio de Nova York.

Estão ali o casal de vizinhos que olha para a casa ao lado para ver como a grama deles é mais verde; os colegas do trabalho de Frank em um escritório em Nova York; e a corretora de imóveis Helen Givings (Kathy Bates), que lhes vendeu a casa e os visita com frequência ao lado do marido (Richard Easton) e o filho John (Michael Shannon), um ex-matemático que sofreu nas mãos dos tratamentos mentais da época. Este trabalho de ambientação logo mostra o que pensa dos subúrbios estadunidenses: lindos, perfeitos e... vazios. E é por esse "vazio desesperançoso da vida", como bem descrevem os protagonistas, que eles decidem sair dali. Ela queria ir para Paris onde trabalharia como secretária em algum órgão do governo e ele ficaria livre para estudar, viver e encontrar algo que o agrade em vez de ficar enfurnado em um cubículo de um trabalho que odeia apenas para garantir o holerite no fim do mês.[1]

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A partir de agora contém SPOILERS! Leia por conta e risco.

April não encontrava sentido em sua vida, por isso, queria toda aquela mudança. Ela estava a procura do “do algo a mais” que alguns defendem que a vida pode dar. A grande verdade é que ela queria uma mudança na vida, queria fugir do grande vazio daquele lugar e talvez pensasse que o deslocamento geográfico pudesse ajudar. Ledo engano.

A frase mais sensata no filme vem do “louco” John, filho do casal “perfeito”, ele diz: “muitas pessoas estão no vazio, mas é preciso coragem para ver o desespero”. April percebeu o vazio, elaborou um plano mas não conseguiu executá-lo. A atitude do jovem casal na procura da felicidade é frustrada pelas circunstâncias da vida. E isso fica claro no filme: é nos pequenos detalhes que somos atropelados.

A vida é assim, dura, e para cada dia basta o seu mal! Esse vazio que o casal tentou superar está dentro de todos nós, sem exceção. Sempre estamos buscando um sentido para nossa vida, sempre estamos em busca do “algo a mais”, parece que acreditamos no pote de ouro no fim do arco íris.

Penso que o cristianismo é muito realista em sua antropologia: o ser humano é um ser vazio e desorientado. Só encontra sentido em Cristo. O escritor russo Dostoievsky já disse que o vazio dentro do homem é do tamanho da eternidade. Ser cristão é encarar o desespero interior e correr em direção ao Pai, só existe esse caminho.

O lindo casal tentou resolver da sua maneira e tropeçou. Naquela cena em que April acorda aparentemente feliz, preparando o café da manhã como se nada tivesse acontecido na noite anterior, me causou calafrios, naquela hora, eu soube o que ela iria fazer.

O mundo matou Deus e está tentando resolver do seu jeito, o resultado a gente vê na TV. No encontro com Deus eu me enxergo e me desespero, mas sou segurado em mãos firmes que me conduzem no caminho, afinal, a tristeza segundo Deus produz mudança de direção.

O filme permite outros olhares, mas por hora fico com esse. E como bem frisou Marcelo Forlani do Omelete, a última cena do filme é genial!



[1] Adaptado do site Omelete . Acesso dia 11/03/2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sete Pecados Capitais

clique na imagem e ouça o programa Fórmula 3.16, que está tratando sobre os 7 Pecados Capitais. O programa vai ao ar toda sexta feira ao vivo pela 107,5FM.



quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Quem procura acha!


Dizem que quem procura acha. E olha, acho que isso é verdade mesmo. Atualmente tenho visto muita gente achando “diabo” em Avatar. Antes era em marca de sabão em pó, música de cantora de axé, enfim, canso só de listar esses três exemplos. Fato é: onde eu quiser achar o “peludo” eu acho, basta misturar criatividade com alguns versículos mal interpretados, mexer com o conceito Nova Era e pronto: temos a receita do blá blá blá de sempre!

Muitos cristãos não conseguiriam vivem sem o diabo. Explico. Analise algumas pregações, sempre aparece o “marvado”. Conheço pessoas que vivem essa tensão entre Deus e o diabo dia a dia, se algo de bom acontece: Ah Deus abençoou, algo de ruim: Ah o inimigo quer passar uma rasteira... Talvez você esteja pensando que eu nego a existência do "capeta", mas não nego, pois a bíblia fala dele e sua ação, contudo, ele não é o foco de minha teologia, por isso, eu consigo assistir Avatar e ver Deus, pois Deus é o meu foco. Se o filme foi feito com intenções malignas, não to nem aí, para mim comunicou Deus, pois creio que Ele fala de muitas formas, até naquelas que fogem as nossas convenções.

E outra, existem coisas bem mais relevantes da vida cristã para nos preocuparmos do que filmes e cultura em geral, quanto mais os crentes malham, mais os ímpios dão risada.

Abaixo, deixo um texto que escrevi em 2005 respondendo um jovem que me questionou sobre eu escrever sobre cinema e ainda misturar com fé cristã.

Forte Abraço!


Cinema e Fé Cristã

Escrevo sobre cinema primeiramente porque gosto de cinema. Cinema pra mim é calmante, fascinante. Sei que nem tudo são flores, e que muitos filmes são desprezíveis, sem razão de ser. Por isso sou crítico e reflito sobre aquilo que está diante dos meus olhos/mente. Brian Godawa em seu livro Cinema e Fé Cristã da editora Ultimato, afirma que não devemos ser anorexos ou bulêmicos culturais, ou seja, não usufruir muito nem pouco da cultura, temos que ser equilibrados, evitando os extremos. Cinema é como televisão, internet (...) você pode escolher o que ver, e a escolha reflete quem você é. O que vejo é determinado por aquilo que sou, se bem que hoje em dia somos aquilo que vemos, me vem a mente agora aquela música da Pitt, Admirável Chip Novo, “Pense, fale, compre, beba. Leia, vote, não se esqueça”, mas bola pra frente.

A segunda razão que me leva a escrever sobre cinema é porque creio que Deus age na cultura e através dela fala ao homem. Talvez você pense: “mas como Deus vai usar um meio desses? Onde impera a promiscuidade e outras cositas mas?” Minha resposta a essa questão é simples, Deus opera nas igrejas, onde também acontecem as mesmas coisas, porém, maquiadas. A igreja enquanto instituição é tão podre quanto Hollywood, ambos só visam uma coisa: lucro!

O segredo é ser crítico e reter o que é bom. É claro que eu como cristão tenho como base a palavra de Deus, logo, julgo tudo a partir dela, sendo que bom senso também ajuda, por exemplo, se eu sei que determinado filme será simplesmente aquele “besteirol americano”, não tem porque assistí-lo. Fato é que não se pode negar a eficácia das mensagens transmitidas no cinema. É claro que isso vale tanto para as boas mensagens como para as más mensagens.

Enfim, creio que não adianta proibir o jovem de ir ao cinema ou alugar um DVD (alguém ainda aluga VHS?), ele fará mesmo assim, então, porque não o fazer conseguir tirar proveito disso? Refletir sobre a mensagem do filme? Acredito nisso, que Deus fala através da arte do cinema, por isso da licença, vai começar a sessão!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A Igreja como portadora da Diaconia


Nenhuma instituição está habilitada para o serviço diacônico além da Igreja de Jesus Cristo. Só ela foi chamada e comissionada para servir ao mundo com poder e graça; só ela foi comprada e redimida; só nela existe a comunhão dos santos e só nela o evangelho é integral.


A igreja servidora e o ministério diaconal


A Igreja fundada por Jesus Cristo, de alguma forma, tenta imitar suas ações e seguir os seus passos. Como vimos acima, Jesus teve uma vida dedicada ao “serviço”, logo, exemplos de diaconia não nos faltam. Por isso, essa Igreja “invisível” e atuante no mundo tem como espelho o Mestre que diz: “Pois quem é maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve (diácono)” Lc 22.27. Nessa passagem bíblica Jesus afirma ser como o escravo que serve à mesa.[1]

Com seu exemplo Jesus institui o princípio básico da ação de sua Igreja. Isso é fato comprovado em todo o NT. pois o que vemos em Atos e nas cartas é uma comunidade servidora que utiliza os dons em prol do próximo. Como afirma Brandt:

Na igreja que confessa: “Senhor é Jesus” existe a variedade e por intermédio desse Senhor, a unidade. Esse Senhor – como confessam todas as testemunhas – tornou-se servo e criado para a igreja, e isto significa: também para cada um pessoalmente. Ele coligou os membros da igreja para o serviço [grifo nosso]. Transformou a igreja inteira no instrumento de seu serviço ao mundo[2]

Dessa forma, fica claro que a única instituição comissionada a fazer diaconia é a Igreja. Por isso, o serviço diaconal não pode estar ligado a qualquer outra instituição, pois nenhuma outra é separada do mundo e dedicada ao Senhor, senão a Igreja.[3] É importante entendermos essa dimensão da Igreja, de que ela é nada mais nada menos do que a obra consumada e continuada de Cristo através das eras e gerações, portanto, podemos definir a Igreja como o domínio de Cristo sobre a terra.[4]

Como embaixadora desse domínio, a Igreja tem tarefas que vão além do anúncio das Boas Novas. Esse domínio tem como característica fundamental o serviço, a mordomia na/para a criação. E isso nos remete ao conceito da Imago Dei (Imagem de Deus). O livro de Gênesis declara que o ser humano não é um escravo dos deuses ou uma criatura qualquer, ele é Imagem e Semelhança de seu criador e isso trás para ele implicações éticas perante as demais criaturas e ao próprio ecossistema. Comento em meu livro:

Os grandes reis do Antigo Oriente costumavam mandar erguer nos seus reinos efígies (estátuas) de si mesmos. Elas serviam como símbolos de sua soberania, ou seja, onde fosse visto essa estátua, saber-se-ia que aquele território pertencia a tal rei. Foi nesse sentido que Israel compreendia a sentença imagem e semelhança de Deus, vendo o ser humano como símbolo da própria soberania de Deus sobre a terra (von Rad). Enquanto que para povos vizinhos, o ser humano não passava de escravo dos deuses, para Israel ele era, e é, cooperador de Deus na criação. Onde houver um ser humano, ali está um representante de Deus, basta ele se dar conta disso. [5]

Mesmo após a queda o ser humano continua sendo imagem e semelhança de Deus, contudo, com alterações, pois se nada mudasse com a queda, não haveria necessidade de conversão e regeneração. Mondim esclarece:

· Pelo fato de constituir um aspecto essencial do ser humano, a imago Dei nunca foi inteiramente destruída, nem totalmente corrompida, mas apenas deturpada, a tal ponto que, por si só, o homem não tem forças para restaurá-la.
· A restauração da imago Dei no homem é obra do Filho de Deus, que é imago Dei por excelência.[6]

Sendo assim, a Igreja é feita de pessoas regeneradas e que devem enxergar a diaconia na perspectiva da Imago Dei, logo, é ir além de dar comida e palavra para quem não tem, é serviço prestado em prol de toda a criação, é incentivar o cuidado com o meio ambiente e tudo que diz respeito a este, influenciar as políticas públicas para a promoção da vida etc.[7]

O assunto é muito amplo e não temos espaço para maiores explanações, mas cremos que isto ficou claro: é a comunidade de Jesus que tem a responsabilidade de viver diaconicamente!

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[1] Cf. SCHWEISER, Eduard. in: NORSTOKE, K. A diaconia em perspectiva bíblica e histórica. São Leopoldo: Sinodal, 2003. p. 53s.
[2] BRANDT, Wilhelm. in: NORSTOKE, 2003. p. 52.
[3] Cf. OFTESTAD, Alf B. Vivendo Diaconia: edificando a igreja através do cuidado pessoal e social. Curitiba: Encontro, 2006. P. 43.
[4] Cf. AULÉN, Gustaf. A fé cristã. 2. ed. São Paulo: ASTE, 2002. p. 271.
[5] AQUINO, Rodrigo de. Rascunhos da alma: reflexões sobre espiritualidade cristã. Joinville: Refidim, 2009. p. 44.
[6] MONDIN, Battista. Antropologia teológica: historias problemas perspectivas. São Paulo: Paulinas, 1979. p. 139.
[7] Isso não quer dizer que todos na Igreja devem fazer tudo. Deus distribui os dons e no seu corpo as vocações são distintas: Uns gostam de cuidar de idosos, outros não tem o mínimo jeito; uns gostam de envolver-se em questões comunitárias, outros não. O que queremos dizer é que a Igreja de Jesus deve estar envolvida em tudo que promove a vida e o cuidado com a criação.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Tic Tac Tic Tac


Eu queria poder saber filosofar sobre o Tempo, mas não tenho condições para isso e mesmo que tivesse, valeria a pena? Não seria perda de Tempo? Não sei...

Tempo é movimento, nunca para. Ninguém pode dizer que ficou parado no Tempo, pois o tempo não para, ele segue um fluxo. E para onde vai esse fluxo? Creio eu que desemboca na eternidade, mas como cada um chegará lá?, bem, vai depender de como está vivendo o Tempo presente. Alias, penso que o Tempo é sempre presente, pois o passado é o presente que já passou e o futuro o presente que virá. Na eternidade será sempre o presente.

Alto lá! Já estou divagando sobre o Tempo enquanto o Tempo passa e essas divagações são perda de Tempo (nesse texto). Perda de Tempo. Somos mestres em gastá-lo com coisas inúteis. Se tem uma coisa que aprendi é essa: O Tempo passa para aquele que faz alguma coisa assim como para aquele que nada faz! O Tempo voa!

Mesmo o avanço tecnológico, que proporcionou mais Tempo à humanidade, não foi capaz de fazer o ser humano investir este Tempo “extra” em coisas que realmente valham a pena. Que pena! Eu espero aproveitar melhor o meu Tempo em todos os seus momentos (Ec 3), pois como disse Darwin: “Um homem que ousa desperdiçar uma hora do seu tempo não descobriu o valor da vida”.

“Aqueles que são pródigos com o seu tempo desprezam suas próprias vidas”. Mattew Henry.

Em breve mais reflexões sobre o Tempo, isso, se eu não gastá-lo com coisas fúteis, devo aumentar a vigilância então!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vamos ajudar o Haiti


“Pastor, por favor, envie um pedido a todas as igrejas do Brasil. Nossas casas, igrejas, hospitais e escolas estão todos destruídos. Não temos internet, água, eletricidade, comida, roupas e medicamentos. Nossas famílias estão passando por dificuldades. Nossos pastores, nossos amigos, nossos irmãos, por favor, nos ajudem” (Jonathan Joseph, pastor haitiano, através de mensagem de celular - a JMM tem como encaminhar ajuda).


Li que Angelina Jolie e Brad Pitt doaram um milhão de dólares para uma organização que está prestando ajuda aos haitianos. É fácil agora pensar que eles tem dinheiro saindo pelo ladrão e podem aparecer fazendo grandes doações. Mas é bom lembrar que tem pastores por aí comprando jatos sem nenhum constrangimento, gastando mais de 10 vezes este valor. E nós, que não podemos doar nada parecido com a oferta do casal hollyoodiano, menos ainda economizar o dinheiro de um jatinho para dar suporte às organizações que estão trabalhando no país, podemos fazer um pouco. Quem sabe se cada um ajudar um pouquinho somamos mais um milhão, ou quem sabe, doze?

A maioria de nós, mesmo se quisesse, não poderia estar lá. Mas outros estão. Compatriotas nossos morreram ajudando o Haiti. Podemos pelo menos, ajudar quem está ajudando o Haiti. Segue uma lista de organizações que estão trabalhando no Haiti, ou estão arrecandando recursos para ajudar. Escolha a que mais se alinha à sua filosofia, religião, teologia, enfim, por falta de organização humanitária é que você não ficará sem ajudar.








Veio do blog 5 solas

sábado, 16 de janeiro de 2010

Luz na escuridão

Disse Deus: “Haja luz”, e houve luz.
GÊNESIS 1.3

O pequeno território de Israel ficava espremido entre os poderosos impérios da Babilônia, ao norte, e do Egito, ao sul. Ambos praticavam alguma forma de adoração ao sol, à lua e às estrelas. No Egito, o centro da adoração ao solera a cidade de On, cujo nome grego era Heliópolis, “a cidade do sol”, apoucas milhas de distância da cidade do Cairo. Na Babilônia, os astrônomos já haviam desenvolvido elaborados cálculos dos movimentos dos cinco planetas conhecidos por eles e tinham começado a mapear os céus.


Não é de todo surpreendente, portanto, que muitos líderes israelitas tenham se deixado contaminar por esse tipo de culto praticado pelos povos que viviamao seu redor. Ezequiel ficou horrorizado ao ver uns vinte e cinco homens “com as costas para o templo do Senhor e os rostos voltados para o oriente [...] se prostrando na direção do sol” (Ez 8.16). Jeremias também condenou os líderes da nação que amaram e prestaram culto “ao sol e à lua e a todos os astros do céu” (Jr 8.2).

É neste contexto de idolatria que Gênesis 1 deve ser lido e compreendido. Enquanto que os egípcios e os babilônios adoravam o sol, a lua e as estrelas, o autor do Gênesis insiste que esses elementos não são deuses para serem adorados, mas a criação do único e verdadeiro Deus.
Deus prometeu a Abraão que seus descendentes seriam “tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar” (Gn 22.17). É extraordinário que, sabendo hoje que há cerca de um trilhão de estrelas em nossa galáxia e outros bilhões de galáxias a bilhões de anos-luz de distância daqui, a equivalência entre areia e estrelas possa ser bastante acurada.

O apóstolo Paulo usou o majestoso decreto de Deus ordenando: “Que se faça a luz” como um modelo do que acontece na nova criação. Ele comparou o coração humano não regenerado ao escuro caos primitivo e o novo nascimento à ordem criativa de Deus “Que se faça a luz”. Esta certamente havia sido a experiência dele. “Pois Deus, que disse: ‘Das trevas resplandeça a luz’, ele mesmo brilhou em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo” (2Co 4.6).


Para saber mais: 2 Corintios 4.3-6


Por John Sott em seu devocionário A Bíblia Toda o Ano Todo, da editora Ultimato. Leia um trecho aqui!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ensaio sobre a Cegueira


(Blindness) Canadá/Brasil/Japão, 2008. Direção: Fernando Meirelles. Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Gael García Bernal. Duração: 121 min.

Embasado na obra do premiado escritor português José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira é um filme forte, não é um daqueles para reunir a galera e assistir depois do culto. É para assistir em silêncio e em sabedoria, e de preferência, estômago vazio.
Como seria uma cidade, um estado, um país ou o mundo se todos de repente começassem a ficar cegos? Uma pandemia de cegueira sobrevém sobre a humanidade, deixando-a a beira do colapso. O filme nos põe nos bastidores de um confinamento que isola os infectados e acompanhamos um grupo de pessoas, que tenta manter a ordem no caos. Uma delas, inexplicavelmente, permanece imune, e junto com ela, acompanhamos os horrores daquele lugar claustrofóbico ao ponto dela dizer: “Se tu pudesses ver o que eu sou obrigado a ver, quererias estar cego”. Filme forte, mas que pode gerar uma boa reflexão.
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Quem enxerga, tem responsabilidades. O pastor Ed René Kivitz faz uma leitura fantástica desse filme em seu artigo Ensaio sobre a Visão, se quiser, leia aqui. Quero fazer coro com ele. A experiência cristã é semelhante a cegueira, mas no caminho inverso, pois éramos cegos, vivíamos em trevas, agora em Cristo, as escamas caem e a pessoa é transportada das trevas para a luz, em Cristo, temos visão, e quem tem visão, tem responsabilidade de guiar quem não tem.


O cristianismo brasileiro está formando um tipo de cristão muito perigoso: aquele que acha que enxerga. Kivitz diz que o pior cego não é aquele que não quer enxergar, mas aquele que acha que enxerga. Temos uma geração que está se distanciando da Bíblia, da verdadeira comunhão, do sentido real do cristianismo e se aproximando de uma cultura gospel podre. Cultura que promete avivamento sem estudo da Bíblia, que faz louvor para atingir somente a emoção, e nesse jogo vale tudo, o importante é levar o fiel ao êxtase, enfim, é só olhar em volta, somos aproximadamente 26 milhões de evangélicos no Brasil, e que diferença fazemos? Fazemos falta? Ou somos um monte de gente que acha que enxerga, mas no fundo está tão cego quanto o mundo. Não adianta cantar “Como um farol que brilha a noite, como ponte sobre as águas...” e não fazer nada.


Sei que são palavras fortes, e elas me estraçalham sempre pela manhã: Deus eu quero ser relevante, quero levar a sério a visão que me deste, ajuda-me! Encerro com as palavras de Kivitz:
“Contrariando o dito popular que afirma que o pior cego é aquele que não quer ver, podemos crer que a pior cegueira é a cegueira da cegueira. Quem transforma a fé em Cristo numa crença inconseqüente é cego que pensa que vê. E é cego de sua própria cegueira, o que faz dele o pior dos cegos. A distância entre a cegueira e a visão é a mesma que separa a indiferença do engajamento. Quem recebe a graça de ver recebe a missão de servir.”

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Esse ano, sem retrospectiva...

Eu falei semana passada que tiraria férias e só voltaria em Fev, é quase verdade, mas como sobrou um tempinho na frente de um computador conectado a web, porque não compartilhar alguns rascunhos? Vamos lá...
Assustado. Essa palavra me define após ler a retrospectiva da revista Época e assistir a retrospectiva 2009 da Globo. Sob esses olhares, 2009 foi praticamente uma tragédia.

A revista fez um resgate dos últimos dez anos e na capa tem um homem se jogando do World Trade Center, animador. Segundo a revista, o homem da década é Osama Bin Laden, realmente inspirador. E na telinha, também, tragédia atrás de tragédia. Vimos até apresentador que encomendava assassinatos para ter matéria em seu programa de TV.
Acredito que quem assistiu e tem no mínimo sangue quente correndo nas veias, também ficou meio pra baixo. Tanto na revista como na TV até tiveram algumas coisas boas, destaques no esporte, medalhas no esporte, esporte, esporte, uma modelo grávida e esperanças de uma economia arrojada e crescente. Ufa! Quando esses momentos apareciam dava até um alívio, curto alívio, falso alívio...

Sei que tragédias acontecem e sempre acontecerão, mas elas precisam ser sempre o destaque do telejornal e a capa da revista? Não quero fugir da realidade, não estou pensando em meios de comunicação alienados que ficam falando de receitas de bolo enquanto muitas cidades brasileiras estão debaixo da água ou da lama, não é isso, só me assusto porque só se fala nisso.

Conheço pessoas que gostam desse tipo de informação. Aqui em Joinville, tem um jornal do meio dia que é só morte e desgraça. Logo em seguida vem outro programa na mesma linha, inclusive a equipe de reportagem desse programa as vezes chega mais rápida que o corpo de bombeiros e aproveitam para filmar o sujeito agonizando no chão. Do meio dia as duas da tarde o sangue escorre da televisão. Pessoas que gostam dizem que precisamos saber o que acontece ao nosso redor... precisamos saber mesmo?

Sinceramente, estou meio perdido em meus pensamentos. Fiquei aqui imaginando o que eu colocaria numa retrospectiva em termos globais, e de fato, me vêem poucas coisas boas na cabeça. O que você colocaria?

Penso que não devemos fugir da realidade, mas precisamos também nos alimentar de outras informações. Eu não preciso me lembrar do sentimento de dor quando assisti as torres gêmeas caírem ou quando Itajaí-SC ficou completamente alagada. Não preciso ser lembrado dessas tragédias do passado, afinal, que sei que os dias são mal.

No final desse ano, não lerei nem assistirei nenhuma retrospectiva, vou ler um livro que com certeza ganharei mais, vou alimentar meu ser de coisas boas, vou tentar melhorar como pessoa, tentar ser um cristão menos fútil e deixar as tragédias do passado no passado!

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