quarta-feira, 12 de novembro de 2008

O Deus da Cabana


Imagine receber um bilhete assinado por Deus, convidando-o a um encontro no local onde sua filha foi brutalmente assassinada. Mesmo desconfiado, você vai, afinal, se passaram quatros desde a tragédia e não tens nada a perder. Ao chegar no local, uma cabana velha, você se depara com uma negra enorme e sorridente, uma asiática e um homem, vestido de operário, que parece ser do Oriente Médio, um hebreu da casa de Judá para ser mais exato. Como o bilhete estava assinado em nome de Deus você pergunta: Qual de vocês três é Deus? E ouve os três simultaneamente: Eu! Essa experiência aconteceu com Mack, e nos é contada no romance literário A Cabana, de William P. Yong (Sextante, 2008).


Deus da Cabana nos é apresentado numa concepção diferente do Deus apresentado, grosso modo, em nossa teologia ocidental, a começar pelo gênero. A negra enorme que gosta de cozinhar (lembra a Oráculo de Matrix) chamada Elousia, exerce dentro da economia trinitária o papel de Pai, ou Papai como ela gosta de ser chamada, isso mesmo, elA gosta de ser chamada de Papai, parece meio confuso, mas não é. Temos o Deus mãe. Estamos tão acostumados em pensar Deus nas categorias masculinas que esquecemos que a própria Bíblia apresenta Deus como mãe (Mt 23). O Deus da Cabana é Pai e Mãe. Essa idéia de apresentar Deus como Mãe não é nova na teologia, mas com certeza nunca ganhou tanta popularidade como tem ganhado agora com o livro, que só nos EUA vendeu quase 2 bilhões de exemplares e aqui no Brasil não para nas prateleiras das livrarias, se bobear vai parar até no catálogo da Avon.

Pensar em Deus como Mãe pode ser um remédio para muitas pessoas, que dizem apresentarem problemas com Deus Pai, justamente por terem referenciais paternos horríveis. Acredito que pensamos Deus em categorias masculinas e paternas devido ao relacionamento do próprio Jesus com o Pai. Mas creio que a Bíblia permite eu pensar Deus em categoria femininas e maternas!

Por enquanto é isso, estarei fora do ar por duas semanas, e quando voltar analisarei outros aspectos teológicos do livro!

11 comentários:

Alberto M. de Oliveira (Betochurch) disse...

Boa saída do ar irmão!
Estou curioso para ler esse livro. De qualquer forma existe uma pg de e-books gratuitos, onde dispuseram essa obra, e o pau já comeu. Muitos chamando ela de herética e blasfêmica. Promete, pelo menos um desafio da ortodoxia roxa contra a prtodoxia bíblica.
Abraços
beto

Dani disse...

opa!
a minha sogra comprou esse livro.

vou ler!

a visão que ela me passou não foi das melhores.
mas vou querer tirar minhas próprias conclusões ;)

Anônimo disse...

Paz .
Infelizmente vemos uma teologia corrompida sendo disseminada no meio cultural cristão.
O livro A Cabana trás Deus (Ser Pessoal)que é uma mulher que gosta de ser chamada de papai.
Onde será que estão os nossos bons e velhos marcos teologicos ortodóxos.
Onde aprendemos que Deus é Espírito ,não possuindo genero,sexo ou corpo.
Mais é um Ser Pessoal(dotado de atributos,sentimentos,vontade).
Seu próprio nome ao certo nem sabemos o que significa ou como se pronuncia.YHWH
Adoramos a Este Deus por fé.
Como disse anteriormente vemos a teologia liberal avançando em nosso meio,dizendo que Ele ou Ela é nosso Deus.Um Deus feminista ou machista.
Entre outras discrepancias teológicas do livro.
O mais incrível é que pessoas que se deixam levar por toda essa ideologia e a disseminam dizendo serem conhecedoras Teologos.
Deus abençoe.

Rodrigo de Aquino disse...

Paz anônimo...

Como você, creio ser Deus espírito e assexuado, mas acredito também que o cristianismo promoveu uma imagem de Deus como Pai, esquecendo-se que de certa forma Deus é tbm mãe!

mas como escrevi, é de fato estranho ver uma mulher sendo chamada de papai, contudo, Yung vai do outro lado da corda e mostra Deus como mãe.

como escrevi, creio que o livro mais ajunta do que espalha.

paz

Bill Hamilton disse...

Parece que, para a maioria dos leitores "cristãos" de A cabana, "os fins justificam os meios". Porque o livro supostamente gera uma reflexão maior sobre Deus e a maneira que ele se relaciona com suas criaturas e seus filhos, somos encorajados a comprá-lo e nos expor a heresia. Que pena. Deus escolheu se revelar como PAI. Quando vamos aprender "deixar Deus ser Deus"? Desde quando as traumas de infância ditam a nossa idéia de Deus. O autor do livro é um liberal que promove monismo e universalismo, que a Bíblia firmamente denuncia.

Rodrigo de Aquino disse...

Olá Bill, respeito sua opinião, só queria entender porque colocaste cristão entre aspas em seu comentário.

paz

rodrigo

Cristiane disse...

Estou ainda lendo esse livro, e não o vejo numa perspectiva teólogica, mas o cuidado de Deus com seus filhos, afinal vemos que Ele se revela de tantas formas, não é?? Não foi assim com Elias, através de uma brisa? De uma forma diferente também com Agar...Ele é Deus, e infindável, então como um irmão ja citou, deixa Ele ser Deus, e se revelar da forma q Ele desejar às suas criaturas. Abraços!!! Cristiane Cajaiba

Rodrigo de Aquino disse...

olá Cristiane,

creio ser impossível ler esse livro sem perspectiva teológica, aliás, sua declaração já está cheia de teologia, talvez não se deu conta disso.

boa leitura, vale a pena...

Cris Cajaiba e Matambo disse...

O que eu quiz dizer, Rodrigo, que o livro não é para ser usado como um estudo teológico, mas é um livro de ajuda pessoal, onde cada pessoa faz uma viagem a sua propria alma, marcando um encontro com Deus em sua própria cabana. Gde abraço!!!

Rodrigo de Aquino disse...

Entendo você, Cris, foi nessa perspectiva que li o livro! Mesmo assim, uma análise teológica é indispensável.

abraços

tu és sempre bem vinda aqui!

paz

-VITO- disse...

Também estou lendo e gostando muito de tudo é muito boa a história, pois ela nos faz enchergar Deus de uma forma diferente e nos traz um grande crescimento espiritual.

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