terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BTCast #019 - Encontrando Deus no Cinema

Muito bem moçada, a disposição de vocês o último #BTCast do ano de 2011. Bibo e Mac conversam com a autora Juliana Schead, que lançou recentemente o livro Encontrando Deus no Cinema.
Nesse podcast saiba como ver filmes com outros olhos, descubra de que maneira Deus usa Hollywood e se aventure conosco na análise de alguns filmes.


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O BTCAST VOLTA DIA 23/02 COM UMA SÉRIE DE PODCAST`S SOBRE CALVINISMO E ARMINIANISMO. SERÁ ÉPICO!
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

BTCast #018 - Desigrejados e a Comunhão dos Santos


Muito bem moçada, vamos a mais um BTCast, onde Bibo e Mac conversam sobre a Igreja/igreja. Não num estudo sistemático, mas sobre a importância dela enquanto instituição.
Nesse podcast saiba porque somos a favor da instituição igreja, descubra nosso segredo para aguentar o fedor e aprenda que apesar de tudo, a igreja institucional ainda é relevante.

PS – a leitura de emails ficou um pouco extensa, pois lemos os comentários do podcast anterior, sobre o sétimo mandamento. Mas vale a pena!


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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Teólogo: Que bicho é este?

* Por Fernando Albano

Quem é o Teólogo? O que faz? Qual sua relevância? Primeiramente, devemos compreender que o Teólogo é um sujeito que pensa, raciocina a respeito de Deus. Theós = Deus + logos = razão, portanto, raciocínio, reflexão sobre Deus. Deste modo, teoricamente qualquer pessoa que pensa, questiona, pode ser um teólogo, ou melhor pode teologizar. Mas claro, que Teólogo que se preza, estuda e se prepara para sua função, assim, estuda Teologia e disciplinas afins.

Ainda mais: o Teólogo fala com Deus, luta com Deus, ama e sofre em Deus. Sua vida gira em torno de Deus. Conhece Deus e o ser humano com quem partilha seu saber. Sabe do céu, mas conhece a Terra, sente-se à vontade com livros e gente. Esteve no monte da transfiguração, mas também no jardim da negação. Tem rompantes de fé, mas também ora “ajuda a minha falta de fé”.

O Teológo é gente iluminada pelo saber da Palavra, cuja fé vai em busca de compreensão. Ama a Bíblia e, por isso, faz sua a missão de compreendê-la e comunica-la adequadamente. Mas, sobretudo, ele sabe que sua teologia pessoal, não é a Palavra de Deus, mas apenas esforço humano por compreendê-la e apreendê-la no coração, centro da vida.

O Teólogo é um sujeito que vive na fronteira, entre a paixão e a razão, entre a fé e a dúvida, Deus e diabo, céu e inferno, pecado e graça. Não está assim, por mera vontade, mas por uma vocação irresistível (me desculpe os arminianos). Foi posto por Deus aí, é seu chamado e vocação, está na fronteira para dialogar, questionar, ensinar, perscrutar, sondar, pregar, admoestar, enfim, farejar o sagrado onde quer que esteja para ajudar os homens a encontrá-lo em suas vidas.

Meus parabéns aos Teólogos que têm no Logos de Deus sua maior inspiração!

domingo, 27 de novembro de 2011

BTCast #017 - Não Adulterarás








Muito bem moçada, voltamos com mais um episódio da Série As Tábuas da Lei, dessa vez, explorando o sétimo mandamento: Não Adulterarás.

Nesse podcast aprenda a ler corretamente Oséias capítulo 3, saiba como fugir da mulher Frankenstein e saiba que adultério vai muito além de sexo!


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domingo, 6 de novembro de 2011

BTCast #016 - LUTERO e sua Teologia


Voltamos com a segunda parte da série GIGANTES com Lutero. Nesse podcast Bibo e Mac recebem o pastor luterano Alex, que se junta a nós para explorar a teologia do reformador.
Nesse episódio aprenda com quantos pilares se faz uma reforma, descubra como é importante ser amigo de gente poderosa e saiba como ser salvo!


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O texto do Alex sobre a Reforma Baixe Aqui!
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sábado, 29 de outubro de 2011

BTCast #015 - LUTERO


Muito bem moçada, Bibo e Mac viajam mais uma vez no tempo e trazem pra vocês os motivos que desencadearam a Reforma Protestante.
Nesse podcast entenda porque Lutero foi o cara certo na hora certa, saiba quem profetizou sua vinda, aprenda o segredo do sucesso papal e descubra o que um raio faz quando acerta sua cabeça, isso e muito mais, no BTCast!


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Aguarde, em breve, a segunda parte desse episódio!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Martim Lutero sobre a Escritura Sagrada


Aproximando-nos de mais um aniversário da Reforma Protestante, nada mais oportuno do que ouvir alguns conselhos de Martim Lutero sobre a Escritura Sagrada:

“A proclamação dos apóstolos foi originalmente também uma palavra falada. Isso corresponde à natureza do Evangelho. Pois o Evangelho não é simplesmente a comunicação de uma verdade da qual alguém poderia tomar conhecimento pelo ler, mas ela é, antes de tudo, um chamado ao homem. Por essa razão, sua forma primária é a proclamação falada. [...] A Escritura tem sua fonte e existência por causa da proclamação oral. Ela surgiu nesse meio como algo que é necessário somente porque é uma ajuda indispensável na proclamação da palavra. A Escritura surgiu da proclamação verbal e está aí por causa dela. A palavra escrito tornou-se necessária por causa do perigo de a pregação descambar para heresias, se a norma da mensagem apostólica fosse esquecida, Por isso a cristandade necessitou a ‘Escritura’, o memorial permanente da pregação apostólica, em forma escrita. Isso torna as congregações mais independentes de seus pregadores. Pregadores podem cair, tornando-se pregadores falsos. Por isso, é necessário que a congregações não dependam absolutamente deles, mas tenham uma posição na qual possam criticar e corrigir seus pregadores. A Escritura possibilita isso”[1]

Que sonho uma comunidade assim. Comunidade conhecedora da palavra que pode auxiliar seus pregadores. Aqui Lutero não fala de crítica por crítica, mas de tarefa da comunidade de Cristo. Se o cenário religioso evangélico brasileiro está assim, é porque nossas comunidades não examinam mais as Escrituras, logo, balançam a cabeça e dizem amém para qualquer coisa que sai dos púlpitos. Uma pena, pois tem saído cada coisa...

Dia 31 de Outubro sai podcast aqui no blog sobre a Reforma!


[1] Paul Althaus parafraseando Lutero. A Teologia de Martinho Lutero. Canoas: ULBRA, 2008. p. 88-89.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Wittenberg e Azusa na volta às origens

clique na imagem se quiser ampliar


Estamos no mês onde tradicionalmente se comemora a Reforma Protestante, evento desencadeado no dia 31 de outubro de 1517, após Lutero fixar 95 teses contra as indulgências e outros desvios teológicos da igreja romana na época. No intuito de valorizar esse evento, o CEEDUC|Centro Evangélico de Educação e Cultura está promovendo a sexta edição do Fórum de Pentecostalidade e Reforma. Essa semana gira em torno do possível diálogo desses dois movimentos que tinham e tem algo em comum: servir ao Reino de Deus voltando às origens, voltando-se para o NT. A maioria de nós está consciente de que uma nova reforma urge, será?

A Reforma

É bem verdade que Lutero não pretendia deflagrar um movimento com as 95 teses, antes, esclarecer uma questão que afetava diretamente a espiritualidade de seus paroquianos: a indulgência. O reformador só queria como teólogo e cura d’almas, zelar pela correta doutrina e pregação da Igreja.[1] Contudo, abalou os fundamentos medievais de seu tempo e abriu novos horizontes na política, na economia, na educação, etc. A Reforma, de certa forma, é uma volta as origens, é a busca pela centralidade de Cristo, da fé, da graça e das Escrituras.

O Pentecostalismo

O pentecostalismo enquanto outro movimento do Espírito organiza-se em 1901 em Topeka e rompe fronteiras com a Rua Azusa. O pentecostalismo é também uma volta às origens, e ainda que não reconheça, deve sua existência a Reforma. Sua convicção de ser um resgate as origens é tão intenso que praticamente despreza toda a história eclesiástica que vem atrás de si, dando importância somente as Escrituras, o que é muito bom, e ruim, pois não podemos negar o rastro da história, daqueles que procuraram viver a escritura antes de nós.

Busca Comum                

Penso que Wittenberg e Azusa são duas tentativas de volta às origens, é claro, com ênfases diferentes. Mas a ideia que perpassa os dois movimentos é a mesma: um cristianismo limpo de tradicionalismos e invenções humanas.
Mas como todo movimento que surge na história da igreja, sua força inicial é amenizada, surgindo assim, um novo grupo que tenta voltar às origens, entrando numa espécie de ciclo. Tanto igrejas reformadas como pentecostais sempre de novo, procuram voltar às origens.

Não precisamos de uma nova reforma

Com tanta história atrás de nós, marcadas por erros e acertos, creio que não precisamos fazer uma nova reforma, devemos sim, resgatar os princípios bíblicos e as balizas defendidas pela Reforma Protestante do séc. 16, e a busca pelo poder do Espírito Santo difundida pelo movimento pentecostal do séc. 20. Mesmo que estejamos no séc. 21, esses princípios são atuais, visto a história ser cíclica.
Prova de que devemos resgatar a história a inventar algo novo, são os ranços da Idade Média que estão presentes na igreja hodierna. Tanto reformados luteranos como pentecostais se perderam, em grande medida, nos becos da história, por isso, precisam achar o caminho de volta. O ideal seria se ambos os movimentos andassem de mãos dadas, um aprendendo com o outro, resgatando o que cada um tem de melhor.

Considerações finais

Sinceramente? Dando uma rápida olhada para os herdeiros da reforma e do movimento pentecostal, tal resgate parece impossível. De um lado, generalizando, temos os reformados, que se engessam numa liturgia sem vida e cor e uma teologia fechada em si mesma, de outro, os pentecostais, que dando fruto à imaginação inventam modismos atrás de modismos, transformando esoterismo em cristianismo em nome de Jesus Cristo. Mas nem tudo está perdido, certo? Pois ainda temos: reformados que crêem que a academia pode se relacionar com a ação do Espírito e, pentecostais que valorizam a teologia e reconhecem que “nem tudo cai do céu”. Nossa lição de casa é resgatarmos a história e não falarmos “latim” ao povo. E a educação pode ser um caminho nessa busca pelo caminho de volta para casa.

PS - Reconheço que esse texto é incompleto diante de temas tão profundos, contudo, seu objetivo era uma pequena reflexão para divulgar o VI Fórum de Pentecostalidade e Reforma que acontecerá de 24 a 26/10/2011, no auditório do CEEDUC, das 19h00min as 22h00min.
Os palestrantes serão o Pr. Sergio Melfior e o Prof. Reginaldo Leandro Plácido, que falarão sob os temas Características do líder para uma nova geração e Diálogos com a Teologia Pentecostal, respectivamente.

Maiores informações no 3466 0058 ou fala com a gente!!!


[1] DREHER, M. N. In: LUTERO, Martinho. Obras selecionadas: os primórdios escritos de 1517 a 1519. 2 ed. São Leopoldo: Sinodal, Porto Alegre: Concórdia, Canoas: Ulbra., 2004. v.1. p. 20.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

BTCast #14 - Justificação e Santificação


Mais um BTCast na área e desta vez Bibo e Mac conversam sobre o início da vida cristã. Nesse programa descubra qual a diferença entre Justificação e Santificação, veja onde a Regeneração entra nessa história e ouça a piada mais fora do contexto de toda a sua vida...


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Texto comentado no podcast: Unfollow Old Man

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ps - se você precisar de uma versão mais leve, deixe um comentário nessa postagem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A tua Palavra escondi...e ainda não achei...


Grandes pensadores já constataram a ignorância bíblico-teológica que assola a comunidade cristã. Mas na verdade, nem precisa ser grande pra sacar isso, basta conviver na comunidade e bater um papo aqui e acolá, ver os preletores que arrastam multidões e tudo se torna claro.

William Craig disse que encontramos pessoas convertidas nas igrejas, mas que converteram somente o coração, esqueceram de levar a mente cativa a Cristo, são pessoas que até nasceram de novo, mas ainda pensam como não cristãs.[1] Muito disso se deve ao neopentecostalismo, que isolou versículos bíblicos e fez do cristianismo um meio pra se dar bem na vida. Então, pra que me preocupar em aprender as doutrinas bíblicas? Se tudo que eu preciso é: saber dominar o mundo espiritual e determinar a minha vitória!

Não adianta ser só apaixonado por Deus (pra usar palavras da hinologia atual), tem que ser apaixonado pela sua Lei e nela meditar sempre. Não serão sucessos musicais que lhe darão a direção diante de dilemas da vida e respostas coerentes diante dos questionamentos dos ímpios.

Ser versado nas doutrinas bíblicas não é exclusividade para meia dúzia de pastores e mestres, mas dever de cada cristão. É claro que dentro da comunidade, irá existir aquele ou aquela que se destaca pela facilidade em aprender e expor as verdades bíblicas, que gosta de se aprofundar e ir mais além. Esse é o dom de Mestre, um dos dons ministeriais. Porém, não precisamos ser todos mestres, nem é essa a vontade de Deus, mas todos precisamos ser conhecedores da Palavra e das doutrinas bíblicas básicas. Disso, ninguém pode abrir mão!

Então, não tem pra onde fugir, quem quiser ser um cristão conforme a Palavra de Deus ensina, precisa correr para a Palavra de Deus escrita, e não essa que tem sido falada e cantada por aí. Vamos aprender sobre a Bíblia, cadê os estudos bíblicos? Tem igreja que até oferece, mas o povo não vai. Onde estão os grupos de discussão sobre temas indispensáveis à fé cristã? E a Escola Dominical, por que anda tão vazia em muitas igrejas? (eu sei, em alguns lugares os professores não ajudam...)

O que não pode acontecer é continuar sendo ignorante teológico. E antes que você diga, Bibo, mas o que conta no fundo mesmo é uma vida de oração e intimidade com Deus. Bobiçada sem tamanho esse argumento, quem busca muito a Deus sem orientação da palavra vira esotérico! Cria heresias. Passa a servir um Deus imaginário e não o das Escrituras. Davi tinha comunhão com Deus, mas ele também sabia manejar a funda!

Vamos correr atrás de uma fé inteligente, vamos defender nossa crença de maneira sábia, vamos nos deixar guiar pela Palavra e pela tradição cristã. Então, estude a Bíblia, estude as doutrinas básicas da fé (justificação/graça/pecado/salvação/Trindade, etc.), leia grandes homens de Deus do passado, procure saber quem são os do presente (e vai perceber que eles repetem os do passado) saia do comodismo e seja um cristão engajado em entender melhor o Deus que nos chamou e nos vocacionou para sermos seus representantes por essas bandas!

PS - Ah, você não gosta de ler? Então procure podcasts cristãos de qualidade, tem uns bons por aí, baixe e ouça quando e onde você quiser.
PS2 - Se quiser entender mais sobre o dom de Mestre, clique aqui.


[1] CRAIG, W. L. Apologética para questões difíceis da vida. São Paulo: Vida Nova, 2003. p. 12ss.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BTCast #013 - Santo Agostinho


Voltamos com a Série GIGANTES e vamos falar sobre Agostinho de Hipona. Acompanhe a história de um garanhão que virou bispo, do bispo que virou ícone, do ícone que virou história. Saiba quem foi Pelágio e o que ele tem a ver com toda essa história!


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Neopentecostalismo

O texto a seguir é parte do que escrevi para o livro História do Pentecostalismo do curso da EPOS - www.ceeduc.org
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Freston escreveu:

 O pentecostalismo brasileiro pode ser compreendido como a história de três ondas de implantação de igrejas. A primeira onda é a década de 1910, com a chegada quase simultânea da Congregação Cristã (1910) e da Assembléia de Deus (1911). Estas duas igrejas têm o campo para si durante 40 anos (...) A Congregação, após grande êxito inicial, permanece mais acanhada, mas a Assembléia se expande geograficamente nesse período como a Igreja protestante nacional por excelência. (...) A segunda onda pentecostal é dos anos 50 e início de 60, na qual o campo pentecostal se fragmenta, a relação com a sociedade se dinamiza e três grandes grupos (...) surgem: A Quadrangular (1951), Brasil para Cristo (1955) e Deus é Amor (1962). (...) A terceira onda começa no final dos anos 70 e ganha força nos anos 80. Sua representante máxima é a Igreja Universal do Reino de Deus (1977), e um outro grupo expressivo é a Igreja Internacional da Graça de Deus.[1]

A segunda onda do pentecostalismo brasileiro também imprimiu características próprias no protestantismo nacional. São essas marcas que dão sentido a sua classificação como segunda onda e dão o corte com a primeira onda, nesse sentido, Mariano corrobora: “Quanto à teologia, entretanto, as duas primeiras ondas pentecostais apresentam diferenças apenas nas ênfases que cada qual confere a um ou outro dom do Espírito Santo. A primeira enfatiza o dom de línguas, a segunda, o de cura”. Contudo, isso não quer dizer que na primeira onda não tivesse orações por cura divina, basta ler no periódico O Mensageiro da Paz da Assembléia de Deus, na seção de testemunhos, para se constatar os inúmeros relatos de curas recebidas.[2] Logo percebemos que as diferenças entre a primeira e a segunda onda são mais de cunho missiológico e evangelístico do que doutrinário, pois a segunda onda preserva o núcleo teológico do pentecostalismo clássico inovando apenas nas estratégias evangelísticas, como o uso do rádio, tendas, cinemas, teatros e estádios.[3]
É na década de 70 que o pentecostalismo brasileiro começar a ganhar uma face diferente na área doutrinária. Com o surgimento de igrejas como a Universal do Reino de Deus e a Internacional da Graça de Deus o protestantismo começa a ganhar uma roupagem diferente. A terceira onda, ou neopentecostalismo, abandona o conservadorismo (usos e costumes) típico da primeira onda e enfatiza a guerra espiritual, o exorcismo e a Teologia da Prosperidade, isto é: “o ‘neopentecostalismo’ dos anos 80, colocou em primeiro a saúde do corpo, a prosperidade e a solução dos problemas psíquicos, colocando como resultado imediato da busca do sagrado. Ficaram para trás as preocupações escatológicas e até mesmo a glossolalia”.[4]

A TERCEIRA ONDA DO PENTECOSTALISMO BRASILEIRO

O neopentecostalismo irrompe no cenário religioso brasileiro a partir do final da década de 70, ganhando notoriedade nas décadas de 80 e 90. O termo neopentecostal foi cunhado nos Estados Unidos para indicar dissidências pentecostais das igrejas protestantes, posteriormente denominadas de carismáticas. Aqui no Brasil carismáticas são as designações dadas aos movimentos dentro da Igreja Católica Romana e Igreja Evangélica de confissão Luterana no Brasil. Sobre o nome neopentecostalismo Mariano propõe que “o prefixo neo mostra-se apropriado para designá-la [a terceira onda do pentecostalismo] tanto por remeter à sua formação recente como ao caráter inovador do neopentecostalismo”.[5] Como já exposto acima, a terceira onda do pentecostalismo brasileiro rompe com as ênfases teológicas e comportamentais das duas primeiras ondas. Araújo afirma:

domingo, 11 de setembro de 2011

BTCast #012 - Mais textos fora de contexto!


Mais uma vez Bibo e Mac conversam sobre textos fora de contexto. Nesse podcast saiba porque a Bíblia não é como Neston, experimente a Teologia do Cagaço , corte o cabelo com o apóstolo Paulo a aprenda a fazer exegese com Marcos Feliciano.


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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Universalidade da Salvação no Evangelho de Lucas



por Fernando Albano

            Conforme as Escrituras o ser humano carece de salvação. Há um problema universal chamado pecado, que quando não resolvido conduz suas vítimas a um fim trágico, isto é, a morte eterna (13.27-28). Mas segundo a teologia de Lucas se a perdição tem amplitude universal também a salvação é igualmente universal (24.47). Não é debalde que Lucas, entre outras coisas, é intitulado de o “teólogo da salvação”.
           É interessante observar que a palavra "Salvador" não aparece em nenhum dos Sinópticos, exceto em Lucas (1:47; 2:11). Da mesma maneira, o substantivo "salvação" e o adjetivo "salvo" são encontrados somente em Lucas, dos Sinópticos.[1]  Em Lucas a salvação de Deus é amplamente demonstrada e, isso de muitas formas, principalmente mediante as palavras, parábolas e ações de Jesus. Ao longo desse evangelho encontramos muitos exemplos da compaixão de Jesus pelos pobres, pelos rejeitados e marginalizados. Um outro aspecto notável do evangelho de Lucas é seu interesse pelas mulheres e crianças. Os rabinos consideravam pecado ensinar uma mulher, mas Jesus ensinou as mulheres com  a mesma dedicação com que ensinou os homens. Podemos facilmente nos emocionar nas cenas de grande ternura em que Jesus estende o amor e o perdão de Deus às pessoas que, segundo parece, haviam perdido toda a esperança”.[2] Sem dúvidas, segundo a perspectiva de Lucas a salvação de Deus diz respeito à todas as pessoas, independentemente de seu gênero, raça ou condição social. Carson bem escreveu: “Simeão cantou que o menino Cristo era “luz para revelação aos gentios” (2.32). Em outra passagem significativa do início do livro (3.4-6), Lucas cita Isaías 40. Mateus também cita essa passagem, mas Lucas inclui as palavras “e toda carne verá a salvação de Deus” (3.6)”. Pessoas virão de toda parte para assentarem-se no reino de Deus (13.29). Evans afirmou:
Lucas consegue oferecer a religião exclusivista e particular de Israel à humanidade toda, e aplica-la a todas as pessoas. Esse movimento para fora do contexto muito estreito da Palestina e do judaísmo, em direção a todas as raças e tribos da humanidade, realiza-se no livro de Atos.[3]
 Em Lucas 19.10 está registrado: "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." Como, segundo a Bíblia, em todo o mundo há perdidos, logo, a salvação jamais pode ficar limitada ao “cercado” judaico. Podemos identificar numerosos episódios, expressões e parábolas que atestam o amor e a misericórdia de Deus para com todos os  pecadores. Por exemplo, as parábolas da moeda, ovelha perdidas e o filho pródigo (15). Três elementos com algo em comum: o estado de perdição, contudo, todos são igualmente achados, formando assim, um poderoso testemunho do amor de Deus que encontra os perdidos. Na teologia de Lucas, ressaltamos mais uma vez, a salvação de Deus é de natureza universal. Ninguém é excluído da história da salvação.[4] Deste modo podemos observar:
a) No relato do envio dos Doze pelo Senhor, Lucas omite claramente as palavras preservadas por Mateus: “Não tomeis rumo aos gentios” (9.1-6);
b) Apenas Lucas conta sobre os dez leprosos que foram curados e que só um deles, um samaritano, voltou para agradecer (17.11-19);
           c) -  Lucas é o único que preservou a expressão: “e, até que os tempos dos gentios se completem, Jerusalém será pisada por eles” (21.24).
           Fica claro diante desses textos a preocupação teológica de Lucas em proclamar o caminho da salvação como sendo acessível também para os gentios, algo que o judaísmo do seu tempo apresentava forte resistência. Isto posto, hoje a Igreja é desafiada a dar continuidade ao caminho da salvação, prosseguindo na anunciação das Boas Novas de salvação a todas as pessoas, inclusive àquelas com as quais não simpatizamos. 
           “[...] em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vocês são testemunhas destas coisas”. (24.47-48).
         
             


[1] HALE, Broadus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001. p. 125.
[2] EVANS, Craig A. Novo comentário bíblico contemporâneo: Lucas. São Paulo: Vida, 1996. p. 22.
[3]  EVANS, Craig A. Novo comentário bíblico contemporâneo: Lucas. São Paulo: Vida, 1996. p. 22.
[4] Evidentemente que não pretendemos afirmar que todos serão salvos, mas sim afirmar o interesse de Deus pela salvação de todas as pessoas. Sabemos segundo as Escrituras, que haverá pessoas que não serão salvas por conta de sua desobediência e incredulidade em relação ao Evangelho.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

BTCast #011 - Não Matarás - pt. 2

Muito bem moçada, Bibo e MAC se juntam para terminar a conversa sobre o sexto mandamento – NÃO MATARÁS! 
Os assuntos tratados são delicados e envolvem situações limítrofes. Aborto, Suicídio e Eutanásia! Nem pense em abortar nossa audiência!

PS – povo que mandou email, pedimos perdão, não é descaso nem desinteresse com vocês, mas devido a extensão do assunto, tivemos que deixar a leitura de fora, mas prometemos que no próximo não passa. Espero que nos entendam e nos perdoem.


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Comentamos no podcast:
Filme: Dr. Morte!

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

AudioPost #1 BiboTalk visita a IURD


Muito bem moçada, conforme prometido no twitter, surge agora aqui no blog o AudioPost.
Como nem sempre tenho tempo de escrever, mas falo pelos cotovelos, porque não um post em áudio?
A ideia é ser breve, mas nesse primeiro me empolguei com a história fui longe hehe.

Na estreia do AudioPost trago a vocês a visita que fiz há tempos na IURD. O culto salve enganos, era o do descarrego. Ouça aí e tire as próprias conclusões!

Semana que vem tem mais...

Se preferir, ouça abaixo:
AudioPost #1 by bibotalk

terça-feira, 9 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Pentecostal do século XXI

 Por Fernando Albano

O pentecostalismo é conhecido como movimento do Espírito Santo. Uma de suas referências é a crença no Batismo do Espírito Santo que capacita o crente a falar em “línguas estranhas”. Possuir esta capacidade é demonstrar que se está “cheio do Espírito Santo”. Hoje, é bem verdade que tal ênfase está dando lugar à teologia da prosperidade, que habilita os fiéis a falar na “língua conhecida” do mercado e do capitalismo selvagem: assim, têm se falado em carros, bênçãos, vitórias, prosperidade financeira, etc. É, parece que os crentes já não querem apenas falar em “línguas estranhas”. Aliás, também não querem mais ser estranhos, pois cada dia se adapta aos regimes e modas da sociedade, perdendo assim, suas características conservadoras, seus bons costumes, etc.

            Mas isso é outra história; voltemos a nossa atenção para o falar em línguas estranhas, sobre o batismo no Espírito Santo. Como disse esses são itens bem valorizados no pentecostalismo. Mas arrisco a dizer que hoje, mais do que falar em línguas estranhas, precisamos também ouvir línguas estranhas. Precisamos ouvir vozes que nos soam estranhas, mas que talvez nos ensinem preciosas lições que nos ajudem na formação de nossa identidade pentecostal no século XXI. Sugiro que ouçamos as “línguas estranhas” da sociologia, da filosofia, da psicologia e até da teologia! Por muito tempo falamos em línguas estranhas, mas nos fizemos surdos às “línguas estranhas”. 

O pentecostal deste tempo que quiser ser relevante para a sociedade deve não apenas falar em línguas estranhas, mas também ouvir “línguas estranhas”. Deve falar com Deus e ouvir os homens; conhecer sobre o céu, mas também o que se passa em nossa terra. Falar em línguas estranhas (dom espiritual) e escutar línguas estranhas (conhecimento humano que nos parece estranho) constitui-se hoje em necessidade urgente para o pentecostalismo. Se apenas falar em línguas estranhas, não será ouvido pela sociedade e será tido como estranho. Se apenas ouvir as línguas estranhas da sociedade, perderá a identidade, e acabará estranho. Assim, fé e razão, dons e conhecimento. Ao pentecostalismo convém reconciliar a cabeça e o coração; a boca e os ouvidos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011


Fala moçada, mais um podcast no ar. Bibo e Mac se reúnem para falar de textos bíblicos usados fora de contexto.
Veja a agonia de um novo convertido vesgo, descubra se você pode tudo naquele que te fortalece e aprenda como ser um dizimista fiel, isso e muito mais nesse BiboTalkCast.

Download Baixa
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Textos que podem ajudar:

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A cruz da Teologia da Prosperidade

Moçada, re-assistindo ao filme O Corpo achei a cruz que é pregada pela Teologia da Prosperidade, confere aí:



Com essa, fica fácil né não?

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Abraço!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Livros não envelhecem

Livros são maravilhosos porque nunca envelhecem. Um livro editado em 1480 é novo pra quem não leu. É incrível quando eu pego em minha estante, aquele livro que comprei há anos e o tiro de lá para conferir suas páginas. Geralmente faço isso com aqueles que só li alguns capítulos. Semana passada tirei da prateleira O Caminho do Coração do pastor Ricardo Barbosa de Souza, editado pela Encontro.

Fiquei deliciado com as proposições e citações que ele faz, fui ricamente saciado por um livro que comprei em 2004, li o primeiro capítulo e larguei, porque tive que atender outras demandas (provavelmente assistir algum filme ou seriado). Das muitas colocações do autor, quero hoje destacar essa:

Logo após o seu batismo, Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo diabo. Depois de quarenta dias e quarenta noites de jejum, num momento de extremo cansaço físico, emocional e espiritual, aproxima-se Satanás e lhe diz: “ Se és Filho de Deus...” Vale notar que a primeira tentação que Jesus enfrentou não foi a de transformar as pedras em pães num momento em que se encontrava faminto e fraco, mas a de colocar em dúvida a voz que viera do céu dizendo: “Este é meu Filho amado”. Não era o poder de Cristo que estava sendo questionado, mas sua filiação, sua relação com o Pai, a voz que do céu havia dito que aquele era o Filho amado de Deus. O esforço de Satanás era para quebrar o vínculo, a amizade, a submissão, a comunhão. Desde o princípio esta tem sido sua tarefa. Ele não está tão preocupado com a missão quanto com a relação. Essa é a sua estratégia. Uma vez quebrada a relação do amor e da dependência, o resto fica fácil. Pág. 145.

Lendo esse trecho, entendi melhor a passagem em que Jesus privará do paraíso muitos que disseram ter trabalhado pra Ele, feito coisas extraordinárias em seu nome, mas que no fundo, não tiveram relacionamento com o Pai.

Entendo que Deus não quer a gente trabalhe pra Ele, mas com Ele! E que na verdade, no grande dia, penso que Ele não irá perguntar o quanto trabalhamos em prol de seu reino, mas o quanto o amamos e aceitamos o seu amor.(Manning?)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

BiboTalkCast #009 Não Matarás

Muito bem moçada vamos a mais um episódio da Série As Tábuas da Lei aqui no BiboTalk. Nesse episódio eu e o Mac (siga nosso mano no twitter @Mac_Mau) exploramos o Sexto Mandamento – Não Matarás.

Nesse episódio entenda o que o Não Matarás significou para um povo que vivia em guerra. Entre nos corredores da morte e prepare-se para a guerra, ou não!


Se não quiser baixar, ouça abaixo:
 

Links prometidos ao longo do podcast:

Primeiro Episódio da Série As Tábuas da Lei, baixe aqui!
Dica de Filme: A Vida de David Gale 
Texto sobre a Trindade que pode ajudá-lo a entender melhor o BiboTalkCast Sobre Atanásio, segundo episódio da Série GIGANTES - Sobre a Trindade



Críticas, cutucadas, elogios, incentivos podcast@bibotalk.com

Divulgue nosso trabalho, passe adiante esse podcast cheio de conteúdo!

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