
Penso que essa frase do teólogo Leonardo Boff sintetiza brilhantemente o Natal, onde a humanidade é abalada com a irrupção do Reino de Deus no seio de sua história. Enquanto os homens funestamente buscaram a divinização como meio de salvação, paradoxalmente Deus tornou-se humano em Cristo para salvar. Gosto das palavras de Lewis:
“De acordo com a história cristã, Deus desce para voltar a subir. Ele desce das alturas da existência absoluta no tempo e espaço à humanidade. [...] ele desce para subir de novo, trazendo consigo todo o mundo arruinado. Isso nos faz pensar em um homem forte abaixando-se cada vez mais para colocar-se debaixo de um grande e complexo fardo. Ele deve abaixar-se para o levantar, quase desaparecendo sob a carga, antes de endireitar incrivelmente as costas e seguir avante com toda a imensa massa balançando em seus ombros.”[1]
O Natal então anuncia essa descida de Deus, esse evento inaudito: O Todo Poderoso tornando-se matéria, entrando no tempo e no espaço, expondo-se a morte, tornando-se homem! Eu me pergunto: o que é salvífico em Cristo, sua encarnação? Sua morte? Ou sua ressurreição? Boff defende a idéia de que tudo em Cristo é salvífico, sua encarnação, vida, morte e ressurreição.[2]
Faço coro com ele e sugiro que nesse Natal pensemos holisticamente Cristo, começando pelo seu nascimento, passando por seus ensinamentos, velando seu sofrimento, alegrando-se com seu ressurgimento, esperando pelo arrebatamento.
A você querido leitor, um Feliz Natal!

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